Em busca do Bem Viver: começa nesta sexta-feira, 8, mais um Encontrão da Teia dos Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão

São esperados cerca de 400 participantes, entre militantes das áreas urbanas, camponeses, indígenas, quilombolas, extrativistas, sertanejos, pescadores artesanais, quebradeiras de coco, para o VIII Encontrão da Teia de povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão, que acontece até o próximo dia 10 de junho, na Comunidade Gostoso, município de Aldeias Altas, próximo a Coelho Neto, no Leste Maranhense.

Os encontros da Teia, que sempre acontecem em comunidades rurais do estado, reúnem parcelas da população premidas pelo avanço do agronegócio, que em regra chega de maneira violenta (simbólica e fisicamente, fazendo vítimas dos conflitos no campo), desestruturando modos de vida, não respeitando culturas e nem os direitos humanos nos rincões do país. Acontecem em versões específicas (teia indígena, teia das quebradeiras de coco etc) e em sua versão expandida, como agora, em Gostoso.

O Encontrão, além de reunir os povos em tom de denúncia a essa violência e ao descaso e invisibilização do poder público em suas várias esferas, fortalece laços, aponta rumos em busca de outros modos de organização, fortalecendo a cultura e a identidade destas comunidades, naquilo que chamam de Bem Viver, com respeito a suas raízes, à reconstituição, por vezes, de suas Histórias, e montando estratégias de (auto)proteção de seus territórios, assumindo um protagonismo que lhes é sufocado inclusive pela institucionalidade que lhes nega os direitos.

Do estado, seguiram para Gostoso diversas caravanas, de todas as regiões, num encontro em que a troca de experiência, o descobrir juntos, o se (re)encontrar com raízes, aponta uma estratégia que vai além da mera sobrevivência e da reprodução material de seus modos de vida: constitui, também a indicação de um caminho, de uma alternativa, de uma nova forma de organização, indicando a tantos outros, que por vezes buscam, em estratégias exteriores, a resistência que brota no interior da/s comunidade, feita conjuntamente, comunitariamente, coletivamente, solidariamente, como agora, no contato e na aproximação destes diversos agentes. Que Gostoso nos aponte o caminho!

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